Motor

Supersonic!

Empresas investem para trazer de volta os vôos supersônicos. O foco, agora, são os jatos executivos que conectarão as principais cidades do mundo.

7 Mai 2019 08:00

E aí, vamos almoçar em Nova York e jantar em São Paulo ainda hoje? Ou aproveitar a tarde para fazer compras em Paris e voltar para dormir em casa no Brasil no mesmo dia. Sim, é possível – e nada tem a ver com máquinas do tempo mirabolantes ou filme de ficção científica. Estamos falando dos jatos supersônicos que devem voltar a cruzar os céus do planeta já na próxima década.
Faz quase vinte anos, em 2003, quando o Concorde da Air France fez seu último voo comercial. Era o fim de uma era que está prestes a voltar, agora com foco na aviação executiva. De lá para cá, empresas de tecnologia e aeronáuticas têm investido para desenvolver aviões que viajem a velocidades acima do som e realizem trechos intercontinentais em tempo recorde.

 

A cabine luxuosa do Aerion

 

Nos Estados Unidos, o consórcio Aerion Supersonic-GE Aviation-Lockheed Martin desenvolve o modelo Aerion AS2 (na foto que abre este post). Trata-se de um business jet para 12 passageiros projetado para alcançar a velocidade de 1.4 MACH, ou cerca de 1.600 km/h. “A velocidade é a nova fronteira da aviação civil”, comentou em evento em Washington, ao fim de 2017, o chairman da Aerion, Brian Barrents. O primeiro teste com o jato está previsto para 2023. Já o vôo inaugural com passageiros deve acontecer dois anos depois.

 

 

Também nos Estados Unidos, o Spike S-512 (acima) – da empresa Spike Aerospace – vem sendo projetado para bater a casa dos 1.970km/h. Isso faria o trecho Nova York-Londres ser vencido, sem escalas, em menos de três horas. O diferencial da aeronave, que tem capacidade para 18 passageiros e é super silenciosa, é que ela não tem janelas, mas uma tela chamada Multiplex Digital, que projetam para a cabine imagens HD em tempo real do exterior da aeronave. A Spike deve voar comercialmente daqui cinco anos.

 

O Boom Airliner terá capacidade para 55 passageiros – metade do antigo Concorde

 

JATO COMERCIAL
Já a empresa norte-americana Boom visa a aviação comercial em parceria com duas gigantes do setor – Japan Airlines e Virgin – que investem no projeto do Boom Airliner. Ele terá três motores e capacidade para 55 passageiros. Já existe um protótipo compacto já construído no hangar da empresa, no Colorado, o XB-1, que deve fazer seu teste final ainda neste ano. A meta é bater os 2,2 MACH (2.600 km/h), o que permitirá que os seus futuros passageiros acordem em Nova York, almocem em Paris e curtam a noite em Dubai, tudo no mesmo dia. 

 

 

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