Motor

Um SUV de gravata

Avaliamos o novo F-Pace Prestige, o SUV inglês que sobra em conforto e estilo.

26 Mar 2018 13:28

Por Rodrigo Mora

Basta um par de horas para confirmar que o F-Pace faz jus a um antigo slogan da Jaguar: “Elegância, Espaço e Ritmo”. Mas por quê? Logo de cara, o F-Pace te segura por alguns instantes para o lado de fora. É que você fica namorando suas linhas, tentando ler as suas nuances e entender como uniram a frente do sedã XF com a traseira do cupê F-Type fazendo isso parecer normal. Há o DNA evidente de um utilitário esportivo de luxo, mas sem truculência. A linha do teto mais próxima da linha de cintura e o capô longo dão elegância ao novo ‘Jag’. Tudo por R$ 322,5 mil.

Lá dentro, o visual é praticamente idêntico ao dos novos XE e XF. Quem chega ao F-Pace vindo desses modelos pode sentir falta de algum ineditismo. Contudo, a marca espera que a maioria dos compradores do F-Pace sejam novos clientes – que, portanto, nunca sentaram num carro da marca inglesa. Tudo o que se espera de um Jaguar está ali: requinte, alta qualidade e sobriedade. A tela da central multimídia chama atenção pelo tamanho (são 10,2”), mas não se resume a isso. É fácil de ser operada e os mapas do sistema de navegação são exibidos em 2D ou 3D.

Quanto ao espaço, os ocupantes do banco traseiro não sentirão necessidade de mais do que há disponível para pernas e ombros, enquanto os da frente, mesmo que com o braço apoiado no console central, não se esbarrarão. Ou seja, elegância e espaço não faltam.

COMO ANDA

A versão avaliada foi a Prestige, dotada de um motor 2.0 a diesel, de 180 cv. Não espere o ronco grave e metálico ou o fôlego de atleta do V6 a gasolina de 340 cv. Aqui, a emoção dá lugar à eficiência. Rodamos 400 km com nosso carro de teste, e quando devolvemos ainda havia meio tanque e autonomia de 280 km. Esse último número poderia mudar conforme o peso do meu pé, mas de qualquer forma é uma marca e tanto.

Mas não significa que o desempenho aqui ficou de lado. Pelo contrário: uma pisada forte no acelerador e os 43 kgfm de torque catapultam o SUV. Mas, se a ideia é passear, o câmbio de oito marchas passa quase imperceptível. A suspensão é primorosa sobre asfalto liso. O motorista parece sentir cada músculo do carro se movimentando para fazer as curvas. Mas, sobre solo judiado, falta um pouco mais de maciez. A competência dinâmica também se deve à estrutura do modelo, 80% em alumínio, material mais leve e rígido. Ritmo? Confere!

O F-Pace inaugura ainda o Configurable Dynamics, que permite ajustes na transmissão, na direção e no motor conforme o humor do condutor, indo do modo mais confortável ao mais esportivo. Tudo operado através da central multimídia.

Falando em central multimídia, quem se liga em equipamentos deita e rola na lista do F-Type. A versão Prestige parte de R$ 310 mil, e é possível incrementá-la com uma série de opcionais. Em nosso carro, havia sistema de som Meridian (R$ 4.400), acionamento elétrico da tampa do porta-malas (R$ 2.200), rodas Venom de 20 polegadas com acabamento em gloss black (R$ 13.200), entre outros itens, que elevaram o preço do carro para R$ 340.600.

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