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Alta velocidade

Audi Q3 tem beleza e conteúdo para desbancar BMW X1 e Mercedes GLA – e até causar ciúmes no Q5

por Rodrigo Mora 2 Dez 2019 16:18

Rodrigo Mora, da Chapada dos Guimarães (MT)

 

Quando desembarcou no mercado nacional, o Audi Q3 logo virou a resposta para a maioria dos anseios de quem buscava um SUV de luxo. Quer status sem chamar atenção? Q3. Qualidade de construção e ótimo acabamento interno? Q3. Bom desempenho aliado a economia de combustível? Q3. Relação custo-benefício atraente? Q3.

 

Mais do que o carro da moda, o menor dos SUVs da Audi era a escolha infalível para o equilíbrio entre racional e emocional. Mesmo com rivais fortes – BMW X1, Land Rover Evoque e Mercedes-Benz GLA – na disputa. Ocorre que a concorrência não apenas se renovou, como se multiplicou. Agora tem Volvo XC40, Jaguar E-Pace e Lexus UX 250h na parada. Era preciso mudar, e olhando para essas fotos não dá para dizer que o Q3 mudou pouco.

Só faltava ele passar pelo bisturi e adotar a nova linguagem visual da Audi. Nos parece o auge de uma identidade que começou a se desenhar em meados dos anos 2000, foi se lapidando, se permitindo ousadias, e chegou neste ponto: os carros são parecidos sem serem repetitivos, esportivos e ousados sem cair na cafonice. Da trinca alemã, a Audi talvez esteja na melhor fase em termos visuais.

 

A segunda geração do SUV ficou bonita a ponto de prever uma possível saia justa no showroom: imagino a cena de um casal entrando na concessionária Audi querendo levar o Q5 (seu “irmão do meio”, de visual um tanto conservador), mas se encantando com o Q3.

Construído sobre a plataforma MQB – fora o último a entrar para o time da arquitetura modular –, o Q3 cresceu: são quase 8 centímetro a mais de entre-eixos (totalizando 2,68 metros), o que se refletiu menos no espaço para quem viaja atrás (bom, mas não ótimo) e mais no porta-malas, agora com 530 litros – que podem chegar a 675 litros com o banco traseiro corrediço avançado.

 

Para o motorista, uma posição de guiar confortável e agora de atitude esportiva, com o volante mais na vertical. Não há um comando que não esteja à mão e seja fácil de encontrar. E também gostamos da alavanca de câmbio mais alta em relação à antiga.

Todo Q3 vem com motor 1.4 turbo de 150 cv, 25,5 kgfm de torque e acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas, o que mantém o comportamento do antigo: não dá frio na barriga a cada arrancada, mas é
competente e econômico.

 

Para o Brasil, três pacotes iniciais estão definidos: Prestige (R$ 179.990), Prestige Plus e Black, esses sem preço definido (ou divulgável). O primeiro catálogo já é recheado por Audi Drive Select (que define os modos de condução, do esportivo ao econômico), banco do motorista com ajuste elétrico, banco traseiro com ajuste de inclinação do encosto, painel de instrumentos digital, airbags dianteiros laterais e de cabeça, assistente de partida em rampa e controle de descida, faróis em LED e câmera de ré.

 

Ao segundo pacote juntam-se ar-condicionado automático de duas zonas, o (quase indispensável) Virtual Cockpit, pacote de luzes ambiente, porta-malas com abetura e fechamento elétrico e faróis “full-led”. Na versão Black há teto solar, volante esportivo com aletas para troca de marcha, auxiliar de estacionamento (Park Assist) e o passageiro também ganha banco com ajuste elétrico.

Embora já aceite encomendas do novo Q3, a Audi só terá o modelo nas lojas em algum momento dentro do primeiro trimestre de 2020.

 

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo. Ele assina o blog Mora Nos Carros.

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