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Acelerador

Volkswagen Virtus GTS é o tipo de esportivo que joga tempero no dia a dia

por Rodrigo Mora 27 Fev 2020 18:11

Por Rodrigo Mora

 

Versões GTS sempre foram populares mundo afora. Da Porsche à Ferrari, da Toyota à Opel, quase toda montadora já usou a nomenclatura para distinguir seus modelos mais esportivos.

 

No Brasil, ninguém dominou a sigla como a Volkswagen. Primeiro foi o Passat GTS, de 1983. No ano seguinte, o GTS Pointer fincou a estaca no coração dos entusiastas. Entre 1987 e 1994, o Gol GTS imortalizou a nomenclatura. Passados 26 anos desde o último GTS da montadora por aqui, a Volkswagen ressuscita a marca com o Virtus GTS.

Virtus GTS – o novo lançamento da Volkswagen

 

Se uma versão esportiva precisa se diferenciar das demais pelo motor, o 1.4 turbo de 150 cv e 25,5 kgfm de torque cumpre a regra. Sob o capô do T-Cross ou do Jetta, é simplesmente um propulsor competente. Posto no cofre do Virtus GTS, vira diferencial.

 

A direção foi calibrada para ficar mais pesada no modo esportivo. Não é necessariamente mais comunicativa, mas como já era boa nos demais Virtus, caiu bem no esportivo.

Virtus GTS – o novo lançamento da Volkswagen

 

E se carros esporte têm que ter ronco de esportivo, então providenciaram um para o Virtus, ainda que artificial. O som grave que aparece no interior é gostoso de escutar, e pouco importa que não venha do escape, e sim de um aparelhinho instalado na base do para-brisa, que acompanha a frequência do motor.

 

Há elementos visuais, imprescindíveis a qualquer esportivo. E nisso a Volkswagen sempre mandou bem. Um friso vermelho percorre a frente do carro, nascendo nos faróis e se estendendo até a grade, que ostenta o emblema GTS. Na traseira, novamente a plaquetinha com o sobrenome. Pena que a ponteira dupla do escapamento seja exclusividade do Polo GTS.

 

Em alguns momentos você chega a desejar olhar para rodas maiores, mas assim que pega um buraco mais ríspido e não sente aquela pancada de aro 18 ou 19, se convence que essas de 17 polegadas são ótimas.

Virtus GTS – o novo lançamento da Volkswagen

 

Na cabine, o apelo visual é reforçado pelo “GTS” na base do volante, as costuras do volante, da manopla do câmbio e dos bancos em vermelho, cor que se repete na moldura das saídas do ar-condicionado. Os bancos são realmente de carro esporte, com abas laterais mais salientes e o charme do encosto de cabeça integrado.

 

O câmbio automático de seis marchas poderia ser mais esperto. Não que seja ruim, mas qualquer motorista que já tenha experimentado uma transmissão de dupla embreagem se pega imaginando como o Virtus GTS ficaria ainda mais legal com trocas mais rápidas e ariscas.

 

No mais, é um carro indiscutivelmente desejável. Não exagera no visual, mas chama atenção. Te instiga a acelerar, mas é confortável no uso mais civilizado. Não é o esportivo mais emocionante que já experimentamos, mas é bom o bastante para querermos logo um novo contato com ele.

Virtus GTS – o novo lançamento da Volkswagen

Como todo esportivo, o Virtus GTS é caro: R$ 104.940, que podem virar R$ 108.670 se você optar por alguma cor metálica (prata, cinza e a chamativa Azul Biscay) e quiser também o som Beats, composto por quatro alto-falantes, dois tweeters, amplificador e subwoofer.

 

Mas não dá para dizer que a lista de equipamentos, baseada na da versão Highline,  não é recheada. Entre os principais itens estão assistente de partida em rampa, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, controle automático de velocidade, airbags dianteiros e laterais, ar-condicionado digital, câmera traseira, detector de fadiga, porta-luvas refrigerado, painel digital, multimídia “Discovery Media” e faróis “full led”.

 

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo. Ele assina o blog Mora Nos Carros.

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