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Quanto vale o tempo?

Feras em inovação debatem a gestão do tempo na vida das pessoas e das empresas em evento promovido pela Vitacon, em São Paulo.

7 Fev 2019 17:48

Se alguém lhe perguntar como vai a vida, muito provavelmente você responderá: ‘Corrida!’ Pois é, a vida moderna tem imprimido um ritmo alucinante no cotidiano das pessoas e arrumar tempo para relaxar e cuidar de si, da família e amigos tem se tornado um desafio da nossa era. Foi pensando em consolidar este debate sobre gestão de tempo que a construtora Vitacon e sua sócia, a americana do setor imobiliário Hines, promoveram um evento no MIS, em São Paulo, na noite da quarta-feira 6. No painel, mediado pela jornalista Maria Prata, participaram feras do setor de inovação do País: Bruno Nardon (Rappi), Tallis Gomes (EasyTaxi e Singu), Christian Barbosa (Triade) e Alexandre Frankel, CEO da Vitacon.
O encontro destacou como o tempo virou uma espécie de “artigo de luxo”, desejado por muitos mas acessível apenas por quem consegue priorizar as atividades do dia-a-dia. Como contrapartida, a boa gestão do tempo – seja no trabalho, em casa ou em hábitos individuais como o uso de redes sociais – se reflete na qualidade de vida das pessoas.

 

 

“Nossa missão ao criar o serviço Rappi (de entregas expressas via aplicativo) foi ajudar as pessoas a não perderem mais tempo com o trânsito no seu ˙ábito de compras para usarem melhor ele (tempo) com a família e fazendo coisas que gostam”, comentou o fundador do serviço, Bruno Nardon.
Já Tallis Gomes, que criou o aplicativo EasyTaxi e, hoje, atua no segmento de beleza com o app Singu, a proposta é ser disruptivo, detectar um problema das pessoas e resolvê-lo. “As pessoas perdem horas de suas vidas no trânsito. Quis fazer com que elas deixassem seus carros em casa para usarem um transporte público, no caso, o modal táxi. E, de fato, a gente criou essa mudança de hábito.”

 

 

Tempo ao quadrado
Fundador da Vitacon, Alexandre Frankel destacou que, em seu segmento, as pessoas tem buscado mais qualidade de vida, com apartamentos menores mas bem localizados, repletos de serviços – como co-working integrado e veículos compartilhados – e com alto potencial para socialização. “Hoje, o morar bem tem cada vez mais a ver com o social. As pessoas usam a cozinha compartilhada para fazer amigos; nossas piscinas parecem uma balada, com a galera se encontrando aos finais de semana”, afirmou.
Para o especialista em gestão de tempo e fundador da startup Tríade, que aplica metologia própria em empresas e executivos que buscam melhorar sua produtividade, a questão da falta de tempo não é novidade. “Se você for analisar a história, Santo Agostinho reclamava que não tinha tempo. Leonardo DaVinci reclamava que não tinha para criar, Henrique VIII, que era um rei mulherengo, reclamava que não tinha mais tempo para pegar mulher!”
Segundo ele, a falta de tempo se faz mais sentida nos dias atuais por conta da tecnologia, que aumentou muito a velocidade e o volume de informações absorvidas pelo indivíduo, que passa a ter a sensação de que tem muita coisa para fazer em apenas 24h do dia. “A questão é priorizar o que, de fato, temos que fazer. Por exemplo: quantas horas por dia você passa nas redes sociais? Ou ajustamos isso, ou vamos passar mais gerações e gerações reclamando da falta de tempo.”

 

 

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