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“Senna é um dos meus heróis.”

Após correr no Brasil o GP de F1, o piloto da Sauber-Alfa Romeo, Charles Leclerc, assume sua idolatria pelo brasileiro.

16 Dez 2018 11:00

Aos 21 anos, Charles Leclerc nasceu depois da morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, ocorrida em 1994. Mas nem por isso, a maior lenda do automobilismo mundial deixou de inspirar uma das principais promessas da F1. O monegasco, que chegou em sétimo lugar no GP do Brasil, disputado no dia 12 de novembro, em São Paulo, assumiu que “Senna é um dos seus heróis” e que o ídolo brasileiro é um exemplo para ele.
“Eu nunca o vi realmente, mas a sua personalidade e o jeito de pilotar dele me inspira”, disse o piloto monegasco, em entrevista exclusiva para a Carbono Uomo, em parceria com a marca de óculos Carrera. O jovem – que foi campeão na GP3 e na F2, antes de assumir o volante da escuderia Sauber-Alfa Romeo neste ano – deve seguir para correr pela Ferrari em 2019. Confira como foi o papo rápido com Leclerc.

 

Carbono Uomo – Você corre desde criança e, aos 21 anos, já está na F1. Imaginou que aconteceria tão rápido? E nunca pensou em ser outra coisa além de piloto?
Charles Leclerc – Na verdade, no começo não tinha ideia de me tornar um piloto de Fórmula 1, então, meu plano B era me tornar engenheiro para trabalhar com carros de corrida, porque é o mundo que eu amo e não queria ficar muito longe dele de qualquer forma.

 

Carbono – Você tem algum ritual antes das corridas?
Charles – Na verdade, não. Apenas um aquecimento porque é um esporte que exige muito do físico. Faço alongamento em partes do corpo como o pescoço, que sofre uma força grande contra o carro.

 

Sauber-Alfa Romeo na pista

 

Carbono – Como é viver sempre preocupado com o relógio e as frações de segundo?
Charles – Não vivo de olho no relógio (risos), apenas quando estou na pista, porque preciso ser o mais rápido possível. Eu consigo separar as coisas e ser mais relax quando estou em casa, por exemplo.

 

Carbono – O que conhece do Brasil?
Charles – Não conheço muito, foi minha segunda vez no País, e sempre é ir do hotel para a pista e da pista, de volta para o hotel. É bastante comum isso, não temos muito tempo nos países para poder visitar mais.

 

Carbono – Conheceu a história de Ayrton Senna? Qual o sentimento de correr aqui?
Charles – Vejo que no Brasil as pessoas são muito apaixonadas pelo esporte, que o automobilismo parece estar no sangue delas. E, obviamente, Senna é um dos meus heróis, eu nunca o vi realmente, mas sua personalidade e o jeito de pilotar dele me inspira. Por isso, correr no Brasil é bom.

 

 

 

 

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