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Em família

Protagonista de série no Netflix, Bruno Fagundes, 30 anos, diz que encontrou um porto seguro ao lado do pai, Antonio Fagundes, com quem contracena no teatro. Confira nosso bate-papo com o ator.

por Artur Tavares 10 Jun 2019 19:03

Carbono – Como tem sido trabalhar com seu pai no teatro?
Bruno Fagundes É incrível, motivo de muito orgulho. Ele é um profissional que triunfou em todos os níveis, sentidos e categorias. Além de tudo, é um ser humano maravilhoso, especialíssimo. Costumo dizer que meu pai é um homem do mundo, que está atento a tudo que está a sua volta, não só para sua própria produção como também para o mercado. Ele não tem e-mail, nenhuma rede social, nem mesmo internet e, mesmo assim, é atualizado com as novidades.

 

Carbono – De onde surgiu a ideia dessa parceria tão frutífera entre pai e filho?
Bruno – Desenvolvemos essa relação profissional em 2012, e não sabíamos se daria certo. Foi um risco na época, mas demos as mãos e tomamos essa decisão. De lá para cá, já emendamos três peças. Foi tudo bem natural, fomos descobrindo esses textos, e então viramos sócios de produção. Somos responsáveis com igualdade por aquilo que fazemos. Tem sido incrível, porque tê-lo como parceiro, como sócio, alguém para falar sobre a profissão, é muito especial.

 

Bruno e o pai, Antonio Fagundes, capa da edição 13 da revista Carbono Uomo

 

Carbono – Foi uma maneira de recuperar o tempo que ele esteve ausente na sua infância?
Bruno – Quando eu era novo, ele estava no auge – não que ele não esteja agora, mas a demanda era maior – então nos víamos muito pouco. Estou recuperando um tempo quase deixado de lado. E agora estamos produzindo, nos comunicando, algo que é muito valioso para nós. Tenho certeza de que muitos temas que estamos abordando hoje em nossas peças são assuntos que insisti para que fossem falados, para que fossem feitos em conjunto. Nossa peça anterior, Tribos, foi uma decisão ousada. Falava sobre surdez, foi uma insistência minha, e se tornou uma potência profissional.

 

Carbono – Baixa Terapia vai parar agora que ele volta para as novelas?
Bruno – O plano é fazer Baixa Terapia até não ter mais público. Estamos deixando a peça ter a vida que ela merece, achamos que é um pecado tirá-la antes do tempo. Porque se o público quer ver, é sinal de que estamos cumprindo nossa função. Enquanto isso, a terceira temporada de 3% (série da Netflix) estreia e eu vou me dedicar a alguns projetos. Sou músico, toco piano, quero desenvolver algo com a minha voz.

 

Fotos Marcus Steinmeyer
Edição de moda e styling Stephanie Marie Eli

 

Artur Tavares

Sob o signo de câncer, nasceu de oito meses. Desde este infortúnio, mostrou-se impaciente. Soube aproveitar esta peculiaridade e transformá-la em curiosidade. Odeia rejeitar convites para restaurantes, está sempre com um livro e adora passar os finais de semana em meio à natureza, com suas companhias favoritas e o melhor da música eletrônica.

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