O brasileiro Marcos Felix, do Bar ., que disputou o World Class Competition 2016
Gastronomia

Retratos do World Class Miami

Victor Collor vai à final da competição de coquetelaria da Diageo, vencida por Jennifer Le Nechet

por Victor Collor 21 Out 2016 11:18

Quem me acompanhou pelo Instagram viu que fui a Miami para acompanhar a final do World Class, da Diageo. Ao falar sobre o campeonato aqui no Brasil, muita gente fazia uma cara de questionamento, sem saber exatamente do que se tratava. O World Class é uma competição que acontece uma vez por ano em cada um dos países participantes, onde é eleito o melhor bartender daquela “praça”. Nesse mesmo ano, acontece a final mundial para então eleger o melhor da competição.

Desde 2009, já vimos bartenders recebendo o prêmio de melhor do mundo em Nova Deli, na África do Sul e até no Rio de Janeiro, dentro do Copacabana Palace. Essa última edição, que aconteceu em Miami, foi considerada a maior desde então. São 56 países participantes,  prova de que cada vez mais pessoas têm se interessado pela arte de fazer coquetéis. Isso eleva a profissão a outro nível. Outro ponto alto foi também o recorde de mulheres participantes e, claro, a francesa Jennifer Le Nechet como campeã.

Talvez muito disso deva-se ao fato do que foi visto na gastronomia nos últimos 15 anos. Quem não lembra quando restaurantes não tinham nomes assinando suas cozinhas? O bartender vem na mesma leva, e, hoje, cada vez mais há a valorização de quem representa e toma conta daquele bar que você sente falta quando toma um coquetel ruim por aí.

Sem dúvidas esse é um cenário que lá fora já tem um certo lugar ao sol. Aqui no Brasil, mesmo que já tenha começado, ainda temos muito caminho pela frente. Fazendo essa comparação, lembrei do processo dado por Malcolm Gladwell em seu livro Outliers (Fora de Série), sobre as 10 mil horas que uma pessoa precisa se dedicar para tornar-se realmente bom no que faz. Aí faço a seguinte pergunta: há quanto tempo os europeus estão familiarizados com os inúmeros destilados e outras derivações que têm por lá? Se compararmos com o Brasil, muito do perfume é o da cachaça. Portanto tudo isso é um processo que lentamente vêm ganhando corpo por aqui e só vamos vê-lo crescer.

Lembro quando morava em Maceió. Tomar vodca gerava estranhamento na maioria absoluta do uísque. Hoje o destilado está por todo lado e o gim está vindo em uma onda semelhante. É mais do que bem vindo! Fiquem ligados no @worldclassbr. Abaixo estão algumas fotos que fiz por lá na “experiência World Class”.

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