Arte

High Hitler dá nova visão sobre o nazismo

Livro aborda relação do Terceiro Reich com as drogas

26 Jun 2017 12:27

A Editora Planeta lança no Brasil o livro High Hitler – como o uso de drogas pelo Führer e pelos nazistas ditou o ritmo do Terceiro Reich, do jornalista e escritor alemão Norman Ohler.

O livro delineia uma perspectiva pouco explorada a respeito da Segunda Guerra Mundial: a dependência de drogas de Adolph Hitler e seus comandantes nazistas. Segundo a pesquisa do autor, o regime que pregava uma ideologia de pureza física, mental e moral estava, na verdade, viciado em narcóticos.

Os estudos sobre o tema foram iniciados nos porões do Arquivo Federal da cidade alemã de Koblenz. A investigação chegou a informações deixadas por Theo Morell, médico particular de Hitler, que, volta e meia, se referia a um misterioso “paciente A”. As páginas – escritas de maneira que beirava o ilegível – foram se tornando claras: tratava-se de receitas de injeções diárias de substâncias estranhas em doses crescentes ao líder nazista.

O livro aborda como, às vésperas da Segunda Grande Guerra, a Alemanha se tornou uma força produtora de fármacos e como as empresas Merck e a Bayer preparavam cocaína, opiáceos e, sobretudo, metanfetaminas, para serem consumidas por todos – de trabalhadores de fábrica até os soldados do Terceiro Reich. As tropas tomavam rações de uma variante de cristal meth, substância que elevava a energia e os cobriam de sentimentos de invencibilidade.

As drogas se infiltraram, assim, até o alto comando nazista e, ao longo do conflito, Adolf tornou-se cada vez mais dependente de injeções de um coquetel de drogas – incluindo uma forma de heroína. Embora as drogas sozinhas não possam explicar as teorias racistas dos nazistas ou os acontecimentos da guerra, a investigação de Ohler apresenta um aspecto importante para se refletir o período. Com base em acuradas pesquisas, High Hitler lança luz sobre uma história que, até agora, permaneceu nas sombras.