Trip

Suite Dreams Are Made of This

Visitamos o Rosewood London, cinco estrelas que mudou o centro financeiro da capital inglesa. É impressionante a carta de bebidas, com mais de 200 single malts e 400 gins

por Piti Vieira 11 Set 2017 12:09

Em sua primeira incursão em Londres, a rede Rosewood criou não apenas um magnífico hotel, mas um bairro completamente novo no coração do distrito financeiro da cidade. Isso porque até recentemente Holborn era ignorado pelos habitantes mais endinheirados da capital britânica, mas foi redescoberto como um local perfeito para se morar depois que o Rosewood London se instalou nesta região central chamada de West End. O hotel cinco estrelas está a dez minutos de caminhada da animação de Covent Garden (onde ficam os teatros), do Rio Tâmisa, de inúmeras galerias de arte, do Museu Britânico, de uma variedade de lojas cool, e da Lincoln’s Inn Fields, a praça mais antiga de Londres – se você estiver atrás de um momento de paz e quiser escapar de turistas mal informados.

É difícil não se sentir na série britânica Downton Abbey quando se encara a impressionante fachada do Rosewood London, um edifício do início do século 20 em estilo eduardiano que, antes de passar por uma reforma de 85 milhões de libras (algo em torno dos 110 milhões de dólares), em 2013, abrigava uma companhia de seguros. Para quem o observa da rua, grandioso parece um eufemismo. O efeito global é deslumbrante e uma promessa do que pode se esperar dos 262 quartos e 44 enormes suítes (é uma façanha encontrar quartos de tamanho decente no meio da cidade) espalhados pelos sete andares.

Não deixe de jantar no Holborn Dining Room, uma brasserie que serve menu de pratos britânicos contemporâneos – peça o hambúrguer de camarão e a cerveja da casa. Mas é bem em frente à entrada do restaurante que está o verdadeiro prêmio do Rosewood London: o bar Scarfe – nomeado assim em homenagem ao lendário cartunista e ilustrador Gerald Scarfe, que frequentemente está “em residência” nas paredes de mármore cobertas por suas caricaturas de celebridades de Hollywood e do rock and roll.

Entrar ali é como pisar em um clube somente para sócios, com poltronas de couro e veludo, piano de cauda e lareira. Os frequentadores são uma mistura de jovens bem-sucedidos, advogados de meia-idade e executivos do mercado financeiro e da mídia. É também uma escolha bem-vinda para os espectadores cansados do bares de Covent Garden. Mais de 200 single malts são servidos no Scarfe, mas dirija-se até o Gin Bar, com balcão de cobre, onde lhe será entregue a biblioteca do gim, um livro com 400 rótulos da bebida de diferentes países, juntamente com 27 tônicas artesanais. Diz o staff do hotel que o barman pode misturar mais de 14 mil combinações diferentes do G&T clássico. É facilmente a maior coleção de gim de Londres com ênfase em grandes e pequenos produtores. Há música ao vivo seis noites por semana, mas o verdadeiro charme acontece a cada 15 dias, no domingo à noite, quando o local se transforma em um cabaré, com atores que parecem ter saído de um conto de F. Scott Fitzgerald e que se misturam perfeitamente à clientela.