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Nihiwatu é o melhor hotel de 2016

O que faz do resort na Indonésia um lugar único no planeta?

por Artur Tavares 26 Jan 2017 10:00

No final de 2016, um resort isolado na ilha de Sumba, na Indonésia, foi eleito o melhor hotel do mundo em votação da publicação Travel + Leisure. Construído em 2013, com 28 villas, uma praia privada de 2.5km de extensão e uma gama de experiências que incluem desde a prática de esportes de aventura até a fabricação de chocolate com cacau orgânico da própria ilha, o Nihiwatu teve uma ascensão meteórica na crítica especializada. Nesta semana, a Carbono Uomo conversou com Sean Borland, diretor de vendas do local, que estava no Brasil para apresentá-lo às agências de turismo local, e tentou entender o que tornou Sumba um hotspot para turistas de todo o mundo.

“Em Nihiwatu, o principal é deixar nossos hóspedes completamente imersos na natureza. É um hotel que realmente fica no meio do nada. Entre nós e a Austrália só há o oceano. É uma aventura real. Você chega na ilha após uma viagem de uma hora e meia em um jipe, passando por praias, colinas, selva. O resort é basicamente cercado por mata e praias. São vistas infinitas de mata virgem. Se as pessoas procuram por uma ilha paradisíaca ao estilo Robinson Crusoé, uma aventura, então o hotel é um local perfeito”, explica Borland.

Antes de ser diretor de vendas do Nihiwatu, Borland era o mágico do hotel. O resort tem diversas outras particularidades, que o ajudam a alcançar um patamar único quando o assunto é hospitalidade. Lá, 97% de toda a equipe do hotel é composta por moradores nativos de Sumba, que dão aulas de surfe, stand-up paddle e até mesmo vela. “Todas as villas foram planejadas para emular as casas e cultura dos locais. A decoração foi feita por artistas locais. É muito difícil encontrar um lugar que tenha tanta autenticidade e detalhes sem estar próximo a outro hotel ou precisar compartilhar a praia com outras 150 pessoas.”

No resort, toda a alimentação está inclusa nos pacotes de viagem. São quatro restaurantes, boa parte deles construídos no pé da areia. “Nossa alimentação está totalmente alinhada com os desejos dos viajantes atuais: a comida é deliciosa, mas é étnica, fresca. Não buscamos nada de outros lugares da Indonésia. O que não é pescado na costa é criado de maneira orgânica, seja animal ou vegetal. Não usamos fertilizantes, conservantes. É comida de verdade, feita nos melhores padrões internacionais”, afirma Borland.

Por tudo isso, Borland conclui: “Não acho que os viajantes de hoje se associam às grandes redes hoteleiras. Eles preferem algo como o Nihiwatu, onde tudo é completamente transparente. O hotel está em harmonia com a comunidade. Fazer coisas de uma maneira sustentável traz um impacto positivo não só para a região, como também para nós.”

Artur Tavares

Sob o signo de câncer, nasceu de oito meses. Desde este infortúnio, mostrou-se impaciente. Soube aproveitar esta peculiaridade e transformá-la em curiosidade. Odeia rejeitar convites para restaurantes, está sempre com um livro e adora passar os finais de semana em meio à natureza, com suas companhias favoritas e o melhor da música eletrônica.