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Luxo nas 60 praias da ilha de Mahé

Paraísos e luxo no arquipélago das Seychelles

por Shoichi Iwashita 12 Dez 2016 10:33

Alguns dos melhores e mais paradisíacos hotéis das Seychelles como North, Fregate, Zil Pasyon e Cousine ocupam sozinhos ilhas inteiras. Mas são hotéis-destinos para quem quer ou precisa de muita privacidade: como eles estão a 40 minutos, uma hora de barco das ilhas principais, não é tão fácil ficar indo e vindo. É só em Mahé, a maior de todas as 115 ilhas que formam o país-arquipélago, onde estão o único aeroporto internacional por onde você vai chegar e a capital do país, Victoria, um minúsculo e movimentado bairro com status  de cidade, que você vai conseguir experimentar não só hotéis incríveis com paisagens exuberantes e praias quase privadas que te dão a completa sensação de isolamento (apesar dos 75 mil habitantes da ilha; talvez por causa das muitas montanhas, a sensação nos hotéis aqui é a mesma de se estar numa ilha particular), mas também a vida local, trilhas com vistas excepcionais, restaurantes autênticos que não estão dentro de hotéis e praias para todos os gostos, das frequentadas pelas famílias de seychellois  com vários restaurantes na orla às mais desertas, com direito a belíssimos pores do sol (são 65 praias no total, e mesmo as praias que estão dentro dos hotéis de luxo são acessíveis, já que, por lei, toda praia em Seychelles é pública. Basta você pegar o seu carro para sair e explorar a ilha, ou seja, o melhor dos dois mundos.

JÁ QUE ESTAMOS FALANDO DOS HOTÉIS EM MAHÉ, ONDE SE HOSPEDAR?
Para os amantes de praia e natureza (para quem Seychelles é IDEAL) e com orçamento enxuto, viajando sozinho ou com amigos, são muitas as opções de hospedagem simples e acessíveis, nos chamados guest houses (tipo pousadas familiares) e self-catering houses ou apartments (casas ou apartamentos para os quais você tem de fazer as compras para abastecer a geladeira), espalhadas por toda a ilha de Mahé, com diárias abaixo de US$ 60 e que oferecem seus quartos também pelo AirBnB (só não espere lindas vistas nem as melhores localizações). Basta navegar pelo Booking.com ou clicar aqui para descobrir muitas opções. Já os hotéis mais especiais ficam sempre na costa oeste (o que garante lindos pores do sol), sempre escondidos em enormes áreas verdes (acostume-se pois você sempre terá de se locomover com buggies dentro desses hotéis-resort) e a grande maioria só têm villas à disposição (não há quartos ou suítes). Se você prefere hotéis mais próximo de praias mais agitadas, com feirinha em alguns dias da semana e vários restaurantes para ir a pé, a dica é ficar na praia de Beau Vallon, no H Resort, um hotel cinco estrelas na promenade a 10 metros da areia.

INDO DE HELICÓPTERO DO AEROPORTO – HOTEL – AEROPORTO
E para fazer o transfer cinematográfico de helicóptero entre o aeroporto internacional e o hotel (cinco a sete minutos de voo contra 30, 40 minutos de carro), reserve € 800 + US$ 220 por pessoa para o acesso ao lounge do aeroporto (obrigatório, já que é por lá que você precisa fazer o embarque). Mas, dos hotéis abaixo, só o Constance Ephélia possui heliponto próprio. Para se chegar ao Four Seasons Seychelles, você precisaria pousar no Kempinski, o hotel ao lado, e ir de carro para o Four Seasons. Abaixo, você confere os hotéis que nós fomos conhecer:

FOUR SEASONS SEYCHELLES [Petite Anse] Paraíso em Mahé
É o único hotel onde você não vai achar sobre as camas no mínimo quatro toalhas enroladas em formato de cisne, flores além de folhas e flores frescas (o que eu acho cafona, mas está presente na grande maioria dos hotéis das ilhas, das Seychelles à Polinésia Francesa). A 40 minutos de carro do aeroporto internacional (o hotel te busca num BMW e o custo do transfer é de € 260 para ida-e-volta) e ocupando toda a encosta que dá para uma das praias mais lindas e agradáveis das Seychelles, o Four Seasons tem uma localização mais do que privilegiada; quase divina, eu diria. Tirando as suítes e as residences que contam com dois, três, cinco quartos, cada um isolado e acessível por corredores e escadas ao ar livre, são 67 villas muito espaçosas, todas do mesmo tamanho (186 metros quadrados, ou seja, ENORME), com piscina, terraços, chuveiro ao ar livre (que eu amo) e a única escolha que você terá de fazer é com relação à vista: uma villa no jardim (como fica no meio da vegetação, não tem vista para o oceano nem muita luz natural, o que é uma pena) ou com vista para o mar (o custo da vista? € 200 por dia, que é a diferença entre as tarifas). Pedindo o buggy para te buscar e levar para o nível do mar, você vai encontrar não só uma praia de água turquesa e tranquila para nadar (uma das únicas que não tinha pedacinhos de corais que machucam os pés em todas as Seychelles), mas também os restaurantes, o bar, a piscina, e terá acesso a todo o serviço de que precisar: de empréstimo de qualquer equipamento de lazer na água (de caiaque a stand-up paddle ) a protetor solar (assim que você chega à sua espreguiçadeira, um funcionário te oferece várias marcas de protetor solar para você escolher). No sentido contrário, no topo da colina, você vai encontrar o pavilhão onde estão o spa, a academia e vários terraços onde você vai praticar yoga de forma cinematográfica. É seguramente uma das mais belas propriedades da rede Four Seasons no mundo, mas por todas as subidas e descidas — e as centenas de escada —, não é um hotel para quem tem dificuldade de locomoção. Calcule € 1450 por dia numa Hilltop Ocean-View Villa, com café da manhã para duas pessoas incluído. Four Seasons Seychelles: Petite Anse, Baie Lazare, Mahé, telefone +248 439-3000. Para acessar o site do hotel, clique aqui.

EPHÉLIA [Port Launay] Enorme, mas perfeito se bem “editado”
Da rede Constance, que possui sete hotéis (todos no Oceano Índico, das Maldivas às Maurício) e aberto em 2010, o Ephélia é o único dos melhores hotéis de Seychelles que dispõe de quartos além das 37 villas (são 266 quartos e suítes). E se você for de carro do aeroporto, peça para o motorista te levar pela estradinha Sans Souci, que é uma das mais cinematográficas — e perigosas também — de Mahé. A propriedade é ENORME — com sete restaurantes, duas praias privativas, floresta, manguezal, quatro quadras de tênis e pontos de buggy onde você espera para ser recolhido e levado para outros cantos do resort; grande demais para o meu gosto —, mas tem duas “ilhas-no-meio-do-oceano” que conseguem transformar a estadia-resort numa estadia intimista, agradável e perfeita: a primeira é a área onde fica o restaurante gastronômico Cyann (na parte mais charmosa da melhor praia do hotel) e a segunda é o Uspa, com piscina exclusiva e muita área para tomar sol, várias jacuzzi, excelente academia (aparelhos, pesos livres, supinos), saunas e tudo o que você pode esperar de um ótimo spa (incluindo cosméticos locais feitos com ingredientes orgânicos). Para isso, você vai se hospedar em uma das oito Hillside Villas (fotos acima), com 120 metros quadrados (ou na Villa Presidencial). Porque, além de você ter o seu próprio buggy com quatro lugares e duas bicicletas para ir e vir para a praia, os restaurantes e o spa como bem entender (o que é uma delícia; com as bicicletas, você pode até sair do resort ), você tem a melhor vista para a floresta e para a praia, está ao lado da praia mais linda do resort (a praia ao norte) e da trilha que leva para uma das encostas no meio da floresta, ao lado do restaurante gastronômico e das montanhas onde se pratica a tirolesa. Tudo lindo, delicioso, perfeito. Calcule € 1500 para a diária com café da manhã incluso para duas pessoas numa Hillside Villa. Constance Ephélia: Port Launay, Mahé, telefone +248 439-5000. Para acessar o site do hotel, clique aqui.

THE NORTHOLME [Beau Vallon] Ótima localização, tudo por muito menos
Construído antes da Primeira Guerra Mundial pertinho da praia mais animada de Mahé, a Beau Vallon, o Hilton Northolme (a rede de hotéis americana tem ainda o Labriz, que ocupa sozinho a ilha Silhouette; clique aqui para saber tudo sobre minha experiência lá) é um dos hotéis mais antigos de Mahé e das Seychelles e foi para cá que o criado de James Bond, o escritor britânico Ian Fleming veio para uma longa temporada quando teve um bloqueio criativo em 1958. E por menos de um terço do valor da diária dos hotéis acima (por volta de € 450), você se hospeda num hotel que ainda assim oferece tudo o que os outros têm: quartos espaçosos com 90 metros quadrados, banheiro incrível, terraço e vista para o mar (todos os quartos têm vista para o mar); piscina infinita, spa com vista-mar, pavilhão de yoga e academia compacta mas correta; uma pequena praia privativa rodeada de vegetação e pedras graníticas e aquela água de cor turquesa; café da manhã delicioso, incluindo uma estação Bellini, onde você monta o seu pra começar o dia bebendo o verão; e a vantagem de não ter de conviver com crianças pelo hotel, já que não são aceitos menores de 13 anos de idade. E por € 750, você ainda se hospeda numa das novíssimas 16 villas construídas no fim de 2015, com piscina infinita e vista para o oceano, 130 metros quadrados e banheiros completamente abertos para a piscina. Um sonho. Hilton Northolme: Beau Vallon Bay, Mahé, telefone +248 429-9000. Para acessar o site do hotel, clique aqui.

O QUE FAZER EM MAHÉ, COMEÇANDO PELAS PRAIAS 🙂
Quase metade das mais de 65 praias de Mahé estão dentro dos terrenos dos muitos hotéis na orla, isolados por morros e pedras, fazendo com que elas sejam acessíveis apenas pelo interior dos hotéis. No entanto, se você quiser conhecer outras praias além daquela do seu hotel, saiba que todas as praias são públicas por lei e é por isso que você pode, por exemplo, ligar para o hotel Four Seasons (que tem uma das praias mais LINDAS não só de Mahé, mas das Seychelles) e solicitar o acesso para a parte da praia onde não tem o serviço do hotel ou melhor(!): fazer uma reserva para aproveitar toda a estrutura de praia do hotel, com direito a uso da piscina, do bar, das espreguiçadeiras etc. por € 30 por pessoa, o que é uma ótima chance de conhecer o hotel mesmo não se hospedando nele (calcule € 30 para um impecável panini vegetariano e € 18 para um Mojito feito com rum e cerveja locais, o Créole Mojito ). Das praias públicas e abertas, a que eu mais gostei foi a Beau Vallon, que tem vários restaurantes (não perca o camarão gigante do restaurante La Plage, que fica na areia e tem um terraço com vista para o mar), água sem muitos pedaços de corais, frequentada pelas famílias de seychellois, onde a bebida ideal são as cervejas locais SeyBrew ou Eku :- ) Four Seasons Seychelles: Petite Anse, Baie Lazare, Mahé, telefone +248 439-3000. Para acessar o site do hotel, clique aqui. Na fotos, 1. a Anse Takamaka, do lado leste da ilha (imagem: divulgação); 2. no oeste, a praia mais agitada das Seychelles: Beau Vallon; 3. o pôr do sol em Beau Vallon; e 4. o camarão gigante do restaurante La Plage, também em Beau Vallon.

VENN’S TOWN, a vista panorâmica mais linda, patrimônio da Unesco
Quase no centro da ilha, no caminho da estrada — cinematográfica, mas perigosa — que cruza o Parque Nacional onde fica o ponto mais alto da ilha, o Morne Seychellois, a 905 metros do nível do mar, estão as ruínas de Venn’s Town (a 450 metros de altitude). Aqui, no fim do século 19, missionários anglicanos fundaram uma instituição para acolher e educar os filhos dos escravos recém-libertos (a escravidão foi abolida em 1835 pela Inglaterra), para a qual construíram várias casas incluindo dois dormitórios, um para os meninos e outro para as meninas (imagine que da população de 7500 habitantes da ilha em meados do século 19, 6500 eram escravos). Mas a instituição funcionaria por apenas 15 anos, quando foi abandonada. Deixando o carro no estacionamento e caminhando por uma estradinha de terra, quando você vai ver algumas poucas paredes que restaram das construções, você chega ao gazebo, com vista incrível para a floresta e para o mar, onde um dia prepararam um chá para a rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Ruínas de Venn’s Town: estrada de Sans Souci, gratuito. Na estrada Sans Souci, você encontra a entrada para várias trilhas (de nomes como Copélia, Salazi trails) que te levam para outros pontos com vistas de tirar o fôlego depois de 30, 40 minutos de caminhada. Mas MUITO CUIDADO ao dirigir pela Sans Souci: ela é cheia de curvas, não tem acostamento e NENHUMA proteção para os penhascos em todo o caminho. Dirija devagar, com bastante atenção e nada de fazer snap enquanto dirige. Depois do passeio e de uma trilha, vá almoçar no DelPlace (indicação logo abaixo).

VICTORIA, a menor capital do mundo, o mercado, o templo hindu
Só tem um conjunto de faróis de trânsito e é caminhando pelas ruas da capital das Seychelles e menor capital de um país no mundo (parece um bairro pequeno), que você vai ter contato com a rica mistura de um lugar que foi colônia europeia escravocrata (até aí, lembra as muitas ilhas do Caribe), mas que está no meio do Oceano Índico. Nas muitas vendinhas de alimentos e lojas de roupas simples espalhadas pelas ruas do centro, você verá que é a comunidade indiana que domina o comércio e é no exuberante templo hindu emoldurado pelas montanhas ao fundo Arul Mihu Vinayagar (Lord Vinayagar é o deus da prosperidade e da segurança), construído em 1992 na Quincy Street, que você verá os indianos sentados e conversando, e prestando reverências diferentes para cada um dos muitos deuses que possuem altar no interior do templo (eu demoraria meses para decorar todos os movimentos). A 50 metros daqui, está o coloridíssimo e compacto mercado central, o Sir Selwyn Clarke Market, construído em 1840, onde você terá de chegar cedo para ver peixes frescos (aqui em Mahé, ou você compra peixe no mercado ou direto do pescador; não tente encontrar peixe nos supermercados) ou se contentar em ver as muitas barracas onde pequenos produtores exibem praticamente os mesmos legumes, frutas e temperos (mas eu adoro a barraca de flores artificiais; os seychellois amam decorar suas casas com elas). Entrando pela Albert Street à direita e caminhando por dois quarteirões, você chega ao Victoria Clock Tower, um mini Big Ben com luminárias chamado Lorloz em créole, trazido pelos ingleses em 1903 e que é uma réplica que a gente encontra lá no Vauxhall Bridge Road em Londres. Bem ao lado, quase atrás do relógio, na Independence Avenue, procure pela Old Courthouse, um exemplo bem conservado da tradicional arquitetura créole. Pra ver muita movimentação no centro de Victoria, deixe para fazer seu passeio num sábado pela manhã!

DÁ PARA COMER FORA DO HOTEL E EM OUTROS HOTÉIS?
Apesar dos mais de 165 anos de colonização britânica antes da recente independência, felizmente a gastronomia francesa com herança créole domina as ilhas. E, além das duas dicas abaixo, ótimos restaurantes ficam dentro dos hotéis-resorts de luxo que precisam atender as expectativas de seus hóspedes exigentes, uma vez que grande parte deles sequer deixam o hotel durante sua estadia nas Seychelles (o que não é absolutamente o nosso caso). E é bom saber que os restaurantes desses hotéis também recebem não-hóspedes (uma ótima oportunidade de conhecê-los), mas é preciso ligar para verificar a possibilidade já que a reserva só será possível de acordo com a taxa de ocupação do hotel (a prioridade é sempre de quem se hospeda).

LA PLAINE ST.-ANDRÉ [Au Cap] Cozinha franco-créole num casarão colonial histórico
seychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-37-plaine-saint-andreseychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-39-plaine-saint-andreseychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-38-plaine-saint-andreAberto o dia todo para drinques e comidinhas, almoço, jantar e a 50 metros da praia, a centenária plantation de cana-de-açúcar Plaine Saint-André foi construída em 1792, quando as Seychelles ainda pertenciam à França, e é formada por um conjunto de casas locais típicas do fim do século 18. O restaurante fica na casa principal e, assim como em muitos outros estabelecimentos que ocupam antigas casas coloniais — sempre circundadas por amplas varandas —, você pode escolher comer dentro ou fora, com vista para o jardim, que possui caminhos que levam para uma horta de ervas, muitas delas medicinais, ou a destilaria de rum mais famosa do arquipélago, a Takamaka Bay, que também fica na Plaine, e que abre para visitas e desgustações. No cardápio de sabores créoles com técnicas contemporâneas, tapas, entradas e pratos principais apresentam muitas opções de peixes e frutos do mar sempre com muitos molhos, bisques, caldos, curries feitos com ingredientes locais, na grande maioria das vezes. Imperdível. Para a conta (que vem escrita a mão num papel de bloco), reserve € 75 para jantar, por pessoa, com entrada, prato, sobremesa, taça de vinho, espresso e água. La Plaine Saint-André: Au Cap, telefone +248 437-2010 

DEL PLACE [Anse L’Islette] Comidinhas e drinques pé n’água
seychelles-praias-africa-dicas-o-que-fazer-mahe-onde-ficar-onde-comer-restaurantes-1200-39-del-place-port-glaudDa entrada do restaurante na rua é impossível prever a vista para mais duas ilhotas que te espera no terraço com acesso direto para a água (ou prainha, se a maré estiver baixa) e que dá para o pôr do sol. Por isso, venha com roupa de banho por baixo e traga uma toalha para, entre um drinque e outro, dar uma refrescada na água. Aberto todos os dias das 11h às 22h, no DelPlace você vai encontrar o que Seychelles tem de melhor: peixes de frutos do mar fresquíssimos, em preparos simples à la créole e drinques e vinhos e queijos franceses. Del Place: Port Glaud, telefone +248 281-4111, todos os dias, das 11h às 22h. 

Shoichi Iwashita

Compulsivo por informação, pesquisador contumaz, apaixonado por livros, jornais e revistas, e colecionador de moleskines com anotações de viagens e restaurantes, o resultado que almeja são textos-em-contexto sobre experiências, de forma que o leitor, de posse delas, aproveite só o melhor de cada lugar; em Nova York, Tóquio, Paris ou São Paulo.

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