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Hotel Selina Lapa – Rio

Bairro boêmio carioca ganha a primeira unidade da rede hoteleira do Panamá, com uma proposta de hospedagem cool e cheia de bossa.

por Bruno Porto 15 Mar 2019 13:02

Vários setores da economia mundial estão passando por uma fase de disrupção intensa e não está sendo diferente no hoteleiro. Diversas redes de hotéis, grandes e pequenas, têm enfrentado transformações e investido num viajante menos tradicional, ora chamado de nômade digital ora de modern explorer. É o caso da sulamericana Selina, que desembarcou no Brasil há pouco, mais especificamente no boêmio bairro carioca da Lapa.

 

 

Os 25 hotéis do grupo, espalhados pela América Latina, América Central e Portugal, combinam hospedagem, espaços de co-working e design moderno para tentar atrair esse viajante que alterna trabalho e lazer e busca experiências locais. Em termos de negócios, um dos diferenciais da Selina é o fato de a rede alugar estruturas já prontas para se instalar.

 

 

No Rio o grupo assumiu o hotel 55 Rio, ao lado da tradicional Sala Cecília Meirelles e a uma caminhada breve dos Arcos da Lapa, que podem ser vistos dos quartos localizados na frente do hotel. O prédio foi revitalizado, com um resultado charmoso, a começar pela fachada pintada com um amarelo claro. O ambiente é descontraído na medida certa: o lobby se divide entre um bar, mesas e sofás, onde os hóspedes se espalham para trabalhar com laptops e tomar drinks. Num pátio interno ficam mesas coletivas para co-working. Murais, colagens e pinturas reforçam a atmosfera urbana moderna. O Selina Lapa conta com 406 camas. O quarto single deluxe, por exemplo, é rústico e confortável, com pé-direito alto. Não conta com frigobar, no entanto, dentro do espírito millenial do lugar: é preciso comprar no bar. O hotel promete inaugurar um rooftop em breve. A rede afirma que pretende investir R$ 60 milhões de dólares no Brasil nos próximos anos. São Paulo e Florianópolis seriam as próximas cidades a receberem hotéis. www.selina.com

 

 

Bruno Porto

Editor de Carbono Uomo, o jornalista coleciona passagens por grandes editoras como a Cia. das Letras.

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