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WSL chega à Teahupoo, na Polinésia Francesa

Brasileiros podem assumir a liderança do campeonato em uma das ondas mais assustadoras do mundo

por Gabriel Bordin 16 Ago 2016 11:58

A Polinésia Francesa se prepara para a próxima etapa do Campeonato Mundial Samsung Galaxy de surfe, da WSL. Entre os dias 19 e 30 de agosto, o mundo do esporte invadirá a pacata vila de Teahupoo, no Taiti, para o sétimo ato do circuito. Jeremy Flores, que não vem de uma boa sequencia, é o homem a ser destronado, uma vez que é o último surfista a levar o troféu de campeão embora da ilha.

Em 31° lugar, Flores não se encontra nem entre os qualificados para continuar na elite do surf mundial no ano que vem. Colecionando 25ª e 13ª posições, o atleta não chega à etapa como um dos favoritos e nem com expectativas de se manter como o rei da praia.

O australiano Mick Fanning chegaria forte ao evento, após subir 11 posições no ranking com a vitória da última etapa de Jeffreys Bay, África do Sul. Para quem não se lembra, JBay foi onde Fanning sofreu um ataque de tubarão durante a final de 2015. Porém, o australiano não participará dessa etapa por opção, já que decidiu se dedicar mais a sua vida pessoal esse ano.

O Brasil segue bem representado no campeonato. Gabriel Medina e Adriano de Souza, que estão em 3° e 4°lugares,  respectivamente, vêm de resultados consistentes, mas abaixo do que precisam para compensar os 13° consecutivos que conquistaram no começo da temporada.

Medina, o brasileiro mais bem colocado, já venceu essa etapa em 2014 contra Kelly Slater e tem domínio sobre esse tipo de onda. Existem chances de ele assumir a liderança, porém depende de uma série de combinações para isso.

Vamos imaginar o seguinte cenário: Gabriel alcança a segunda posição no Taiti, Matt Wilkinson eliminado na terceira fase, adquirindo 1.750 pontos, e John John Florence terminando em, no máximo, quinto lugar. Nessa hipótese, o ranking após Taiti seria Medina em 1° com 37.200 pontos, John John em 2° com 37.100 e Matt Wilkinson em 3°, com 36.000 pontos.

A situação de Adriano de Souza, campeão da WSL de 2015, é mais complicada. Para atingir a primeira colocação, será necessário que ele vença, Wilkinson nem sequer entre na água, Florence termine em 13° e Medina em 9°. Assim, o quadro seria Adriano em primeiro com 34.400, Wilkinson com os mesmos 34.250, John John em terceiro com 33.650 e Medina com 33.200.

Sobre isso, valem duas observações: Matt, Florence e Gabriel vêm de ótimas sequencias, e todos surfam bem em ondas tubulares. A segunda é que, se Medina terminar em quinto e Adriano em primeiro, eles empatam em pontuação, mas Gabriel assume a laica amarela por ter um quadro geral de vitórias melhor que o de Souza.

O brasileiro Bruno Santos venceu a etapa qualificatória para o evento e disputará a etapa taitiana como white card. Além de ser o segundo ano consecutivo que Santos consegue esse feito, em 2008 ele também venceu a etapa participando da mesma forma. A qualidade do surfe demonstrado pelo atleta nessa praia pode ser um problema para quem disputa o campeonato, já que a Billabong Pro Tahiti é uma das etapas mais importantes, e marca a entrada da reta final do torneio. Confira no vídeo abaixo a visão de Bruno sobre a onda:

Teahupoo é dona de uma das mais assustadoras do mundo. Fora a altura, que pode atingir até 25 pés, o nível raso do mar, somado a um recife de coral, torna Teahupoo potencialmente fatal. Fora o risco de se machucar seriamente, o surfista que cai dessa onda pode ficar preso em uma das fendas que existem no recife e não conseguir voltar à superfície por conta da forte corrente marítima.

Na primeira edição da revista Carbono Uomo, publicamos uma reportagem indicando dez resorts incríveis para quem planeja fazer uma surf trip. Confira clicando aqui.

Separamos, também, algumas batalhas que já aconteceram entre nomes de peso do campeonato. Veja só o que pode estar por vir.

Nesse, Gabriel Media enfrenta Kelly Slater, na inesquecível final de 2014 da etapa:

 

Outra bateria histórica que aconteceu foi protagonizada por Kelly Slater e John John Florence. Nesse vídeo, os dois comentam as principais ondas do duelo:

Por último, veja o que Slater pode fazer em um mar tubular como Tahiti. O vídeo é dele em Fiji, em 2013, onde conseguiu duas notas 10 em uma bateria. Um feito que combina perfeitamente com a trajetória do maior surfista de todos os tempos.

Gabriel Bordin

Surfista de feriado e aficionado por motos. Jornalista porque acredita que é a melhor forma de se dissipar uma ideia e lifestyle. Guarda um amor incondicional por fotografia e produção de vídeos, acreditando que cada pequeno detalhe capturado é responsável pela composição do significado final de uma obra.

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