Lifestyle

Vício Lifestyle promove treinos funcionais

Treinamentos só são acessíveis para convidados dos atuais participantes

por Piti Vieira 17 Ago 2016 12:55

viciovertical17082016

“Todo mundo tem um vício: o trabalho, os lugares fechados, as horas extras. Bobagem. Empurrar cafeína goela abaixo não vai fazer você se sentir vivo. É preciso correr. Correr do barulho das buzinas, do cheiro de fumaça, da cadeira em que você fica sentado horas por dia. É preciso conhecer um vício de verdade, que dê prazer. Estou falando do vício verde. Daquela sensação de liberdade que queima o pulmão, com direito à pupila dilatada e boca seca. Mas a diferença desse vício são as doses cavalares de endorfina. É claro que ele também tem efeito colateral: um novo corpo e uma nova mente. Pra quem está acostumado a fazer bronzeamento artificial na tela do computador, trocar de vício não é fácil. Comece aos poucos. Um dia de cada vez. Movimente-se. Porque esse vício é pra sempre. E aí, que vício você vai querer ter?”

Foi com esse manifesto publicado em uma conta no Instagram (@viciolifestyle) há dois anos que os paulistanos Marcio Bento, 29, Felipe Petroni, 31, e Cahuê Costa, 33, iniciaram um grupo fechado para amigos e “amigos de amigos” treinarem juntos no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, duas vezes por semana, à noite, de graça, e o batizaram de Vício Lifestyle. “Nosso trabalho é inspirar e motivar. A gente não estimula a competição. Cada um compete com si mesmo. Queremos mais tirar as pessoas do sedentarismo do que criar ótimos atletas. O importante é a dedicação”, diz Petroni, que é diretor de arte na agência Grey, que, no Brasil, integra o grupo Newcomm, de Roberto Justus.

As atividades misturam técnicas de treinamento funcional, movimentos de ioga, calistenia (exercícios que usam apenas o peso do corpo), treinos intervalados de alta intensidade (HIIT) e movimentos de luta. “Tudo o que trabalha consciência corporal, com bastante salto, equilíbrio e coordenação”, explica Marcio, que é diretor de arte e head de criação na Google. A comunicação sobre os locais de encontro acontece poucas horas antes dos treinos em um grupo fechado do Facebook composto por 200 membros. “Só autorizamos a entrada de uma pessoa nova no grupo depois de ela ser apresentada por alguém que já treina conosco. Não queremos uma pessoa com vibe ruim, porque ela vai trazer outra pessoa no mesmo estilo”, diz Cahuê, que é designer no Estúdio Árvore, escritório de dois ex-sócios da marca V.Rom.

Como uma profissional de educação física passa os exercícios e instrui o grupo, em breve será cobrada uma taxa de quem frequenta os treinos. “Não temos Cref (licença de graduados para poder exercer a profissão) e esse profissional precisa ser pago. Então, vamos continuar doando o nosso tempo para o projeto seguir em frente”, diz Petroni.

Texto originalmente publicado na revista Carbono Uomo n° 1