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Pingue-pongue nas praças de São Paulo

Em parceria com a prefeitura, Ping Point instala mesas em áreas públicas para uso gratuito

por Artur Tavares 29 Set 2016 10:03

A ocupação dos espaços públicos pela população paulistana tem aumentado ano após ano. Ideias como o fechamento do Minhocão aos finais de semana e da Avenida Paulista aos domingos, o teatro de rua na Praça Roosevelt, a retomada dos blocos de Carnaval e feiras de comerciantes independentes estão ajudando os moradores de São Paulo a redescobrir a metrópole.

Para promover a prática de esportes e a interação social, a Ping Point desenvolve há dois anos um programa em parceria com a prefeitura: a instalação de mesas de pingue-pongue públicas em áreas centrais da cidade, e também em parques. Hoje elas já estão no Largo do São Francisco, no Largo da Batata, Sesc Campo Limpo, Largo do Paissandú. A próxima instalação acontecerá na região do Bixiga.

A ideia foi de Dimitre Galego e de sua esposa, Luciana Antunes, que voltaram de Barcelona fascinados com o impacto positivo que esses equipamentos traziam para a cidade, promovendo a utilização do espaço público, a atividade física, mas, principalmente, a interação entre as pessoas. “Ficamos durante anos com essa ideia na gaveta, até que em 2014 resolvemos colocá-la em prática. Então decidimos fazer um financiamento coletivo no Catarse para a instalação de uma mesa no Largo da Batata. Durante o período de arrecadação, recebemos um convite da prefeitura para participar de um programa piloto de revitalização no Centro, e acabamos instalando antes a mesa do Largo do São Francisco”, explica Galego.

A meta da campanha da Ping Point era de R$ 8.160. Após 55 dias de campanha, entre os meses de outubro e dezembro de 2014, o casal arrecadou R$ 8.422. 83 pessoas apoiaram o projeto. Hoje, todas as mesas são instaladas com autorização da prefeitura, e financiadas em parceria com empresas privadas. “No inicio, a prefeitura ficou um pouco preocupada, mas, depois de instalarmos a primeira mesa, passou a apoiar nosso projeto. Nossa mesa no Largo do São Francisco ficou em avaliação durante dois meses, quando recebeu uma excelente aceitação dos usuários. Hoje, após o sucesso no Largo, a prefeitura passou a adotar as mesas como estratégia de ativação de outros espaços.”

As mesas da Ping Point são planejadas especialmente para áreas externas. Elas são soldadas ao piso, feitas de chapas metálicas. As redes são fabricadas com o mesmo material, e soldadas ao tampo. Tudo para evitar desgastes e danos. “Elas são fabricadas com materiais extremamente resistentes, que garantem uma grande durabilidade com baixíssima manutenção. Possuímos mesas instaladas há quase dois anos, e até o momento não houve nenhuma necessidade de manutenção, somente limpeza”, explica Galego.

Dimitri acredita que os governantes têm papel fundamental para manter as áreas públicas ocupadas por muitos cidadãos: “Infelizmente, há pouca manutenção dos espaços públicos na maioria das cidades do Brasil. Os equipamentos e mobiliários costumam ser de baixa qualidade. Esses dois fatores trazem a sensação de abandono, e muitas vezes a falsa impressão de que a população não preservou. Espaços públicos são usados por muitas pessoas e sofrem muito desgaste pelo uso e intempéries. Cabe ao poder público cuidar dessas áreas, fazendo sua manutenção e garantindo que os equipamentos e mobiliários instalados sejam de qualidade.”
@pingpoint

Artur Tavares

Sob o signo de câncer, nasceu de oito meses. Desde este infortúnio, mostrou-se impaciente. Soube aproveitar esta peculiaridade e transformá-la em curiosidade. Odeia rejeitar convites para restaurantes, está sempre com um livro e adora passar os finais de semana em meio à natureza, com suas companhias favoritas e o melhor da música eletrônica.

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