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Ensino de qualidade britânica no coração de São Paulo

EBAC abre oferecendo cursos criativos de excelência para brasileiros

por Artur Tavares 4 Ago 2016 17:35

A cara do ensino brasileiro está prestes a mudar. No próximo dia 22 de agosto, a Escola Britânica de Artes Criativas inaugura suas primeiras turmas na cidade de São Paulo. Em parceria com a Universidade de Hertfordshire, a EBAC oferece seis cursos técnicos, todos capitaneados por grandes profissionais brasileiros. Não apenas isso, a partir de 2017 ela abre outros seis cursos de bacharelado. Todos vão conceder um diploma vindo diretamente da Grã-Bretanha.

Fruto do investimento do argentino Rafael Steinhauser e do russo Alex Avramov, a Escola Britânica está localizada na Vila Madalena, em um belíssimo prédio do arquiteto Isay Weinfeld. A escolha não foi por acaso. A Universidade de Hertfordshire exigiu que a EBAC fosse construída em um pólo criativo da cidade. “Esse prédio tinha que ter um valor X por metro quadrado, estar localizado na Zona Oeste, próximo de metrô, restaurantes, bares, empresas de internet, agências de publicidade, editoras, estúdios de design, fotografia, produtoras de vídeo, e que tivesse uma arquitetura incrível”, conta Mauricio Tortosa, diretor-presidente da EBAC.

Tortosa, com passagens por pela Hello Interactive e pela DPZ, explica que a EBAC tem como principal meta tornar-se uma das dez melhores escolas do mundo, e que, embora o Brasil hoje seja a oitava economia do mundo, a qualidade da educação deixa a desejar no País. “Existem vários dados demográficos que são importantes. A população escolarizável brasileira para ensino médio e ensino superior é uma das melhores do mundo, e permanecerá assim pelos próximos 30 anos. O Brasil hoje é o maior mercado de ensino privado do mundo. Do ponto de vista macro, o acesso ao ensino superior melhorou muito no Brasil. Há quarenta anos, 5% da população tinha chegava ao ensino superior. Hoje, a taxa é ultrapassa 60%. Hoje, uma pessoa de classe média baixa consegue pagar uma mensalidade de R$ 200 e fazer uma faculdade. O grande desafio do País não é mais o acesso à educação, mas a qualidade do ensino.”

Cursos livres e bacharelados

Tentando suprir esta necessidade, a EBAC oferecerá inicialmente os cursos de design gráfico, animação e motion design, direção de arte digital, visualização arquitetônica, mobile app design e ilustração. As lendas Kiko Farkas e Rico Lins coordenam os cursos de design e ilustração, respectivamente. Gabriel Nóbrega, um dos diretores mais premiados da atualidade, encabeça o curso de motion, e o arquiteto Bruno Simões, que já passou pelo Triptyque, preparou a grade curricular do curso de visualização arquitetônica.

Embora os cursos sejam considerados técnicos, todos serão voltados para áreas da criatividade, e terão como foco principal a prática durante o ensino. “A prática é muito fundamental. Ensinar como se faz é importante, mas existe uma outra questão. Aqui é uma escola de artes criativas,” diz Kiko Farkas. Ele exemplifica: “você pode encarar o design de maneiras mais ou menos criativas. Você pode formar profissionais que vão chegar no mercado apenas até o nível de assistente de arte. Ele vai ter um conhecimento mínimo de história, um conhecimento básico de programas – que vai ficar obsoleto daqui dois anos – mas você não vai fazer com que aquela pessoa se torne um criativo. Na verdade, você não ensina ninguém a ter criatividade, mas você pode despertar o interesse e a criatividade, mostrar maneiras de ser criativo.”

Cursos como o de mobile app design eram inéditos no Brasil até então, mesmo havendo profissionais destas áreas no País. O de visualização arquitetônica tem relação com a arquitetura, mas está ligado ao desenvolvimento de projetos. “É um trabalho de apresentação, ou até uma maneira de você elaborar um projeto com a presença de softwares 3D, envolvendo um modelo eletrônico do projeto. Para essa tarefa, você não precisa ser arquiteto, mas precisa ter essas habilidades tecnológicas. É um trabalho para quem é artista. O aluno é mais um artista 3D do que um arquiteto”, diz Bruno Simões. Ele espera contribuir na evolução acadêmica da arquitetura. “Formalmente, o ensino superior é muito defasado. Nós vivemos na herança modernista. Tem uma série de adaptações que estão sendo feitas, mas o ensino ainda é muito tradicional. É essa a importância de cursos como esse, de escolas como a EBAC.”

Bacharelado britânico sem sair do Brasil

São quatro os elementos que produzem uma boa escola, e não é incomum que algum deles falte nas instituições de ensino brasileiras. “Uma escola de qualidade mundial tem pilares: os melhores professores, os melhores cursos, a melhor infraestrutura e parceria com a indústria. Nós temos a melhor internet, a melhor luz, a melhor arquitetura, o melhor computador, os melhores softwares. Nós queremos que os alunos venham para a escola e não precisem pensar nisso. Eles têm coisas muito mais importantes para se preocupar. A Secretaria de Educação aprovou o curso do Kiko Farkas em 24 horas. Eles consideram o curso de design gráfico da EBAC o benchmark do país. O melhor curso de design gráfico do Brasil. O MEC exige 800 horas de curso. O curso do Kiko tem 920 horas. A espinha dorsal do projeto da escola é qualidade.” diz Mauricio Tortosa.

Os cursos de bacharelado, que começam no ano que vem, serão todos ministrados em inglês. É uma exigência da Universidade de Herftordshire, que enviará docentes para o País para lecionar na EBAC. A escola é auditada duas vezes por ano, e precisa cumprir normas estritas para oferecer o diploma britânico. Mas, por que o ensino britânico, e não de outros lugares do mundo? “Sete das dez melhores universidades da Europa estão no Reino Unido. A Grã-Bretanha é considerada hoje benchmark para diversos cursos, mesmo dentro da Europa. A matriz da União Europeia copiou a matriz britânica”, explica Mauricio Tortosa.

No próximo sábado, 6, a EBAC realiza uma visitação aberta para candidatos, que vai das 11 da manhã às 14h. Haverá uma visita guiada pelas instalações e apresentação dos cursos técnicos com todos os seus coordenadores. As inscrições podem ser feitas no site oficial da escola, clicando aqui.

A Escola Britânica de Artes Criativas fica na Rua Mourato Coelho, 1404, na Vila Madalena.

Artur Tavares

Sob o signo de câncer, nasceu de oito meses. Desde este infortúnio, mostrou-se impaciente. Soube aproveitar esta peculiaridade e transformá-la em curiosidade. Odeia rejeitar convites para restaurantes, está sempre com um livro e adora passar os finais de semana em meio à natureza, com suas companhias favoritas e o melhor da música eletrônica.