Lifestyle

Consumo de luxo crescerá 2% em 2016

Crescimento é o menor no setor desde o ano de 2008

6 Jun 2016 12:18

Estudo apresentado pela consultoria Bain&Co. aponta para crescimento sutil nas vendas de produtos de uso pessoal nos principais mercados do segmento.

Dois pontos percentuais. Esta é a estimativa de crescimento do consumo de luxury goods no mercado global para 2016. O índice é o menor desde a crise na economia americana, em 2008. Para se ter uma ideia, 2015 fechou as contas com 13% de crescimento neste nicho, que envolve moda, acessórios, joias, relógios e itens de casa, mas não inclui carros, barcos e objetos de arte.

Dos fatores que colaboraram para esta elevação tão sutil neste ano estão, claro, a desaceleração da economia chinesa e o ano eleitoral nos Estados Unidos, que tem criado uma atmosfera de incertezas quanto à economia daquele país para a próxima gestão.

Há ainda a questão do dólar mais caro no mundo todo (só os brasileiros deixaram de gastar 62% a menos no Exterior em 2015. Leia mais sobre os números do Brasil clicando aqui) e o impacto dos atentados terroristas na Bélgica e na França, que afetou o fluxo de turistas na Europa e, por conseguinte, o consumo nas lojas do segmento.

Todos estes dados constam no relatório divulgado em maio pela consultoria Bain&Co., associada do instituto Altagamma e especializada em comportamento de consumo do mercado de luxo no mundo todo. Apesar do pé no freio, o setor, segundo o VP da Altagamma, o italiano Armando Branchini, ainda cresceu mais, na comparação, do que a maioria dos demais segmentos da indústria.

Japão acelera
Quem puxa o trem do consumo neste ano é o Japão, com crescimento previsto de 5%. No entanto, este é um índice que merece certa cautela ao ser analisado, já que a maior parte das vendas no país se deve aos turistas chineses. Estes, inibidos com as leis locais anticorrupção e com a economia em retração, acabam preferindo gastar seus dólares em território japonês.

A China, aliás, continua no centro das análises do setor, já que é um país-chave na estratégia de quase todas as marcas. Os segmentos de cosméticos, couro, moda e acessórios seguem como os de melhor resultado no ano. Já os chamados ‘hard luxury’ – relógios e joias – não deverão crescer neste ano.