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Códigos que ensinam

Inspirado pela filha, Rodrigo Santos fundou a maior rede de escolas de programação para crianças e adolescentes do Brasil

1 Nov 2017 12:52

Em 2014, o administrador e analista de sistemas Rodrigo Santos, 34, buscava um propósito para sua vida profissional, enquanto passava um período sabático com a família nos Estados Unidos. Alguns meses antes, ele havia vendido uma empresa especializada em projetos de automação de casas e escritórios de luxo, a Trivor Telecom, por uma quantia que lhe proporcionaria uma boa aposentadoria. Determinado a buscar um novo investimento, encontrou inspiração na filha mais velha, Julia, que andava encantada com um curso de programação no qual se matriculara. Ao voltar para o Brasil, em 2015, Santos investiu R$1 milhão para fundar, em Valinhos, São Paulo, a Happy Code, empresa que oferece cursos voltados para educação digital.

Destinada a crianças e jovens de 5 a 17 anos, a escola ministra aulas de programação de computadores, robótica com drones, desenvolvimento de games e aplicativos e produção de vídeos para YouTube. A metodologia de ensino é baseada no conceito global Steam (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), que aposta na interdisciplinaridade para formar alunos capacitados para os desafios da era digital. “Além de aprender programação, há muitos outros aprendizados associados a esse tipo de curso. É uma educação ligada à valorização do potencial humano”, acredita Santos, CEO da empresa.

O sucesso da primeira unidade fez com que o empreendedor abrisse mais duas escolas, em Campinas e São Paulo. Em junho de 2016, a Happy Code participou da feira da Associação Brasileira de Franchising com a meta de buscar 30 propostas de franqueados. Terminou a feira com 102 pedidos. Hoje, além das três unidades próprias, a rede já conta com 70 escolas no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, e seis unidades em Portugal. O faturamento alcançado no ano passado foi de R$4 milhões, mas a expectativa é de fechar 2017 com R$10 milhões e 150 escolas.  Além disso, Santos acaba de firmar parceria com um grupo de investidores para abrir 50 unidades na Espanha até o fim de 2019.

A gestão vale-se da tecnologia para aproximar franqueados, com formação por Educação a Distância (EAD) e treinamento das equipes de vendas, marketing e pedagógica por web conferência, além de fóruns online para discussão de boas práticas e construção de novos conhecimentos. Isso garante padrão de qualidade ao ensino e facilita a expansão da rede para outros países. “O grande diferencial da Happy Code é a nossa estrutura. Temos uma equipe que mistura jovens talentosos e inquietos com a experiência de pessoas que têm uma grande bagagem do mercado”, diz César Martins, 25, cofundador e diretor de tecnologia e inovação da Happy Code.