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Brasileiros superam marcas em Trestles

Campanhas de Filipe Toledo e Alex Ribeiro surpreendem em etapa polêmica da WSL

por Gabriel Bordin 12 Set 2016 17:59

A Hurley Pro Trestles já se direciona para o fim. Com o início das quartas de final marcado para esta terça, 13, os oito surfistas que restaram já começam a sonhar de olhos abertos com o título da Califórnia. No momento, existem apenas duas certezas: o troféu irá para uma casa nova esse ano e o campeonato está mais aberto do que nunca.

A rodada não será fácil para os brasileiros Filipe Toledo e Alex Ribeiro, que enfrentarão Kelly Slater e Joel Parkinson, respectivamente. Porém, mesmo que eliminados na próxima rodada, ambos sairão com resultados satisfatórios, em um ano que não foi nada fácil para eles.

Toledo igualará sua segunda melhor colocação do campeonato, com o 5° lugar das quartas. Mesmo com alguns deslizes nas baterias, o surfista conseguiu superar o mal desempenho de Teahupoo e já conquista pontos importantes para melhorar sua colocação no ranking. Ribeiro já pode considerar que sua campanha em Trestles foi excelente. Atual 38º colocado no circuito, o atleta superou, e muito, sua melhor campanha do ano, que aconteceu também no Taiti, onde conquistou apenas a 13 colocação.

As outras duas baterias serão disputadas por Jordy Smith contra Brett Simpson, e Tanner Gudauskas contra Stuart Kennedy. Vale lembrar que Smith e Gudauskas estão com 100% de aproveitamento nesta etapa, sem perder nenhuma bateria.

Porém, nem tudo são flores na Califórnia. Gabriel Medina, Julian Wilson e Matt Wilkinson compraram briga contra a organização da WSL, acusando os árbitros de falta de preparo para julgar as notas e, até mesmo, corrupção e manipulação de resultados. Os três atletas possuíam chances reais de assumirem, em Trestles, a liderança da Liga Mundial, mas foram eliminados em baterias duvidosas, com notas julgadas sob critérios nebulosos. Com as eliminações, John John Florence não tem chances de perder a liderança, e se mantém sólido na luta pelo título mundial.

Jeremy Flores aproveitou o gancho para dizer que há mais de seis anos critica o mesmo ponto, recebendo diversas multas pelo ato. As multas são aplicadas baseadas em uma lei da WSL que, basicamente, pune todo atleta que denegrir a imagem do surfe ou da organização, podendo ter que pagar entre US$ 1 mil e US$ 50 mil.

Na íntegra, o artigo 171 da lei criada pela WSL diz que “indivíduos associados a esta Política não devem participar de qualquer ação que possa prejudicar a imagem do surf e do esporte. Por este artigo, “danos à imagem do esporte de surf se definem como qualquer ato, independentemente, do momento ou lugar, que prejudica o esporte de surfe de maneira negativa. Sem restringir a aplicação deste Artigo, ‘danos ao esporte de surf inclui qualquer comentário ou publicação feita pelo surfista em redes sociais”.

A Hurley Pro Trestles será transmitida pelo site oficial da WSL, que você acessa clicando aqui. As quartas de final têm previsão de início marcada para às 11h30, horário de Brasília.

Gabriel Bordin

Surfista de feriado e aficionado por motos. Jornalista porque acredita que é a melhor forma de se dissipar uma ideia e lifestyle. Guarda um amor incondicional por fotografia e produção de vídeos, acreditando que cada pequeno detalhe capturado é responsável pela composição do significado final de uma obra.

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