Lifestyle

Aluno do Amanhã

Carbono Uomo conversou com o cofundador da Avenues, escola que promete revolucionar o ensino mundial e inaugura sede em São Paulo

5 Jul 2017 13:12

Por Lili Carneiro

Não se fala em outra coisa entre as rodas de pais e mães da capital paulista. Se você tem filhos entre 3 e 18 anos de idade, certamente também já ouviu falar dela. Avenues. Esse é o nome da que promete ser a melhor escola do mundo nos próximos anos. E São Paulo é palco da segunda unidade da rede. Mas, dos 12 milhões de habitantes da cidade, poucos conseguirão um vaga nas salas de aula da escola nascida em Nova York há apenas 4 anos, já que a sede paulistana tem capacidade para 2000 alunos. Em 2012, a Avenues: The World School abriu as portas de sua unidade modelo, em Chelsea, com 12 séries para 750 crianças (hoje falam em 2000 alunos na matriz americana), tornando-se um dos maiores lançamentos escolares dos Estados Unidos. Tudo foi feito com extremo cuidado. Reuniu-se uma equipe de liderança com ampla experiência, recrutaram-se professores e funcionários altamente gabaritados e foi desenvolvido um currículo global inovador com a colaboração de centenas de educadores do mundo todo, o World Course, uma combinação interdisciplinar que integra todas as experiências dos alunos dentro do campus. A área de 22 mil metros quadrados tornou-se uma das melhores instalações escolares de Nova York. E, em agosto de 2018, uma unidade igualmente espetacular, com 40 mil metros quadrados, será inaugurada no antigo prédio da SulAmérica, no Cidade Jardim, em São Paulo. Foram precisos cinco anos de planejamento, US$50 milhões e um projeto gigantesco, assinado pelos premiados escritórios de arquitetura, design e paisagismo Aflalo & Gasperini, Dante Della Manna e Evani Kuperman Franco, para abrir a primeira unidade brasileira da Avenues: The World School, que se compromete a criar uma rede mundial e formar os mais bem preparados cidadãos de 2036 em diante. Porque World School? Porque nos próximos 10 anos serão construídas dezenas de sedes da Avenues nas mais importantes cidades do mundo. Pontos políticos, cultural e comercialmente estratégicos como Pequim, Mumbai, Miami e Londres foram os escolhidos como base, para proporcionar um projeto de intercâmbio entre os alunos de todas as unidades. “O objetivo da Avenues sempre foi o de ser uma única escola com diversos câmpus, localizados em grandes cidades do mundo” diz Jeff Clark, presidente e COO. “Estamos dando um grande passo nessa direção com o anúncio de nosso campus em São Paulo, o centro cultural e financeiro do Brasil e a maior cidade da América do Sul”. Já pensou passar um semestre em Doha, fazer uma excursão para Abu Dhabi e um curso preparatório no Vale do Silício sem ter que sair da sua própria escola? Globalização é palavra de ordem. Expectativa também.

Conversamos com Alan Greenberg, cofundador da Avenues
1. Por que São Paulo?
Escolhemos São Paulo por ser, de certa forma, a capital da América Latina. Além de centenas de paulistanos terem nos procurado em Nova York pedindo uma sede na cidade, acreditamos que haverá uma grande escala haja visto que o número de vagas oferecido pelas boas escolas internacionais não atende a grande demanda de alunos paulistanos.

2. Como se dará a interligação dos câmpus SP-NY?
Pense na Avenues como uma escola com 20 unidades ou mais, sendo uma delas a unidade de São Paulo. Não se trata de um conjunto de 20 escolas diferentes, seguindo diferentes estratégias educacionais, mas de uma “comunidade de aprendizagem” integrada, conectada e apoiada por uma visão comum, por um currículo compartilhado, pelo desenvolvimento profissional coletivo de seus professores e pelas maravilhas da tecnologia moderna. A partir das séries intermediárias e ao longo de toda a vida escolar, os alunos da Avenues São Paulo terão diversas oportunidades de viajar e estudar no exterior, inclusive em nossa unidade de Nova York e em outras unidades da Avenues, à medida em que forem sendo inauguradas.

3. Onde vocês foram buscar os gestores da Avenues São Paulo?
A Equipe de gestores da Avenues São Paulo é composta por Hamilton Clark, atual diretor da Avenues New York, que, em breve, assumirá a gestão da Avenues São Paulo; John Ciallelo, ex-diretor da Chapel; Anne Baldisseri, ex-diretora da educação infantil da St. Paul’s; Lyle French, ex-diretor pedagógico da Beit Yaacov; Lisa Peixoto, ex-diretora de admissões da Graded e Luciana D’Angelo, ex-executiva da Pearson.

4. Qual o valor da mensalidade?
Ainda não foi estabelecido, mas será muito próximo do valor das melhores escolas internacionais da cidade.

5. Quais são os pré-requisitos que um aluno precisa ter para ser aceito na Avenues?
Isso depende muito da idade do aluno, mas queremos estudantes capazes de executar um trabalho impecável e de prosperar em um ambiente acadêmico. Buscamos filhos de pais que pensem como nós. Formaremos estudantes que terão alcançado, com excelência, as competências acadêmicas, que terão expandido suas fronteiras, que serão fluentes em um segundo idioma, excelentes comunicadores de suas ideias, confiantes, por conseguirem alcançar suas realizações, artistas, em todos os contextos, pragmáticos para solucionar problemas, emocionalmente ousados e fisicamente preparados, humildes quanto aos seus talentos e generosos de espírito, honestos, conscientes de que seus comportamentos influenciam nosso ecossistema, grandes líderes e responsáveis seguidores, protagonistas de suas escolhas acadêmicas e, acima de tudo, arquitetos de uma vida que transcenda o comum.

6. Desses, qual o principal valor que um estudante Avenues levará para sua vida?
Serão futuros líderes mundialmente sábios, equipados exclusivamente para resolver problemas de escala global.

Veja mais

  • Rafael Pinto

    Quisera EU ter estudado em um lugar assim…