Gastronomia

O café-jardim do momento

No centro de São Paulo, a combinação de cardápio esperto e ambiente descolado em um prédio charmoso dos anos 1940 é a pedida para o brunch no fim de semana.

por Bruno Porto 28 Mar 2019 09:02

O bairro da República é um dos focos mais efervescentes da cena gastronômica paulista, ao ponto de deixar os caçadores de novidades meio desnorteados. No meio desse (delicioso) furacão de bons lugares que estão abrindo, o Coffee Stories certamente se destaca. Não só pela combinação de cardápio com bom custo-benefício e qualidade, mas porque seu ambiente busca inspiração no modernismo do paisagista Burle Marx.
Localizado em um prédio tombado da década de 40 e projetado pelo arquiteto Herbert Holdefer, o endereço encanta com sua atmosfera de café-jardim (plantas e arranjos estão à venda numa parceria com a loja Botânica e Tal). Opções como a rabanada no pão brioche com mel e frutas (dá para duas pessoas) também ajudaram a tornar o Coffee Stories um dos hot spots do bairro. À seguir, os principais pontos da conversa entre a Carbono e um dos sócios da casa, Pietro Santurbano.

 

 

Carbono Uomo – Como surgiu a ideia do conceito por trás do Coffee Stories?
Pietro Santurbano – Nossa ideia é contar a história de lugares icônicos da cidade através do café, como o próprio nome diz. Na verdade não sei dizer cronologicamente como a ideia aconteceu. Acho que foi mais uma confluência de ideias. O arquiteto Herbert Holdefer sempre quis fazer um projeto com referências modernistas, por ser um grande entusiasta do Burle Marx desde a faculdade. Ele apresentou o projeto a mim, que venho do mercado de cafés especiais e sempre quis abrir uma cafeteria no centro, e ao Felipe Mott, que já possui outras casas no ramo da gastronomia e queria entrar no universo dos cafés.

 

Carbono – E a ideia de oferecer brunch todos os dias da semana?
Pietro – A nossa ideia foi fazer um cardápio de café da manhã que pudesse estar na casa o dia inteiro. Temos o conceito de Café Paulistano, pois a nossa proposta não é exatamente brunch e sim resgatar os clássicos do café da manhã de São Paulo. Como o pão na chapa com requeijão, tostex de queijo quente, mingau, rabanada no pão brioche com mel e muitas frutas.

 

Carbono – Você acha que o hábito do brunch pegou de vez no Brasil?
Pietro – Realmente existe essa crescente de brunch e acho que aos poucos ela está entrando como uma programação dos finais de semana paulistanos. Por estarmos numa cidade muito agitada e vivermos num ritmo puxado durante a semana, ao acordar num sábado ou até mesmo no domingo, estamos descobrindo que um café da manhã com calma ao redor da família e amigos nos proporciona um momento de relaxamento e prazer. @coffeestoriessp

Bruno Porto

Editor de Carbono Uomo, o jornalista coleciona passagens por grandes editoras como a Cia. das Letras.

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