Gastronomia

A onda dos vinhos 100% naturais

Uma seleção de vinhos orgânicos e/ou biodinâmicos, independente de valores e críticos

por Luciano Ribeiro 13 Set 2016 09:35

Nas décadas de 1990 e 2000, os vinhos do Novo Mundo (Chile, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, EUA e Austrália) desembarcaram com força no Brasil. Eram alternativas para os franceses e italianos vendidos por aqui. Tintos e brancos europeus tinham um problema: os bons eram muito caros, e os que tinham preços razoáveis mal davam para beber. Passamos 20 anos praticamente provando vinhos muito alcoólicos, amadeirados, parecidos entre si.

O que vemos hoje é uma gigantesca mudança de curso – e ela é maravilhosa. Muitas importadoras, especialmente as pequenas e médias, começaram a trazer ótimos exemplares, independentemente de marketing, pontuações e aval de críticos. São vinhos naturais, orgânicos ou biodinâmicos, fáceis de beber e que representam a perfeita expressão da terra em que suas uvas foram cultivadas.

“Escolho vinhos criados por agricultores artistas, que fazem poesias com suas uvas”, diz Paula Prandini, sócia da Piovino, importadora especializada em pequenas vinícolas italianas. “São produtores que usam pouco sulfito, nenhuma adição de leveduras industrializadas, nem controle de temperatura durante a fermentação. Por isso, costumam ser leves.” Há pouca interferência do homem em todo o processo de vinificação – da colheita ao engarrafamento. O resultado são vinhos frescos, que têm a ver com o clima brasileiro. “Escolhemos pequenos produtores franceses que fazem tintos e brancos que os locais gostam de beber. São fáceis, deliciosos, não necessariamente caros. Havia um nicho de mercado para os vinhos naturais”, conta Daniel Toledo, da De la Croix. “Nessa filosofia, encontramos ótimos exemplares do Jura, região francesa que acabou virando um hype internacional. A seguir, confira nossas sugestões de bebidas naturais orgânicas e/ou biodinâmicas.

Texto originalmente publicado na revista Carbono Uomo n° 1

 

Veja mais