Arte

Fernanda Naman tem individual na galeria Gabriel Wickbold

“Paisagens Silenciosas” fica em cartaz até novembro

5 Out 2017 12:37

A Galeria Gabriel Wickbold abre a exposição Paisagens Silenciosas, da artista plástica Fernanda Naman. Com 37 obras, que compõem três séries: Abstrata, Fênix e Ágata, a mostra é composta por fotografias que sofreram em sua maioria alguma intervenção da artista. A exibição, na voz de Fernanda, tem como um dos objetivos “transportar o espectador para uma paisagem silenciosa.”

A interseção de Fernanda em seu próprio trabalho parte do uso de algumas ferramentas tecnológicas e produzem novas cenas sobre essa foto, que é a matéria-prima da exposição. Na sua mais recente série, ‘Ágata’, folhas de ouro aplicadas à fotografia dão origem a um inédito conteúdo artístico, causando forte impacto visual.

A série ‘Abstrata’ é constituída por imagens distorcidas pela lente da câmera de objetos de uso pessoal do dia a dia da artista com variações de formas geométricas, desenhos, listras. Já ‘Fênix’ se formou a partir de papéis recortados e queimados, sobrepostos formando desenhos com o jogo da luz. A partir daí, a artista fotografa diferentes composições.

Na constante busca pelo belo, surge o ensejo da artista em instigar as pessoas a enxergarem, mas com a imaginação, as imagens que lhes são propostas. “Muitas vezes essa imagem demonstra um detalhe de meu cotidiano que transformo com o olhar. E o olhar do espectador nunca será o mesmo que o meu. Cada um tem percepções diferentes de vida”, completa a Fernanda.

‘Paisagens Silenciosas’ não busca registros documentais, mas documentar angustias, desejos, dúvidas e emoções vividas pela artista, que explica: “a vida é mais do que a simples documentação dessas passagens, mas sim a lembrança dessa trajetória que pode levar cada um ao seu infinito particular.”

O universo onírico da fotografia cria um contraponto à realidade da atual geração capitaneada pelo efeito ‘drone’ onde a intimidade está em risco e transporta o espectador para uma paisagem silente. Surge aí a reinterpretação do seu intimo, cujos objetos do dia a dia passam ser a matéria-prima para transformar pedra, papel e fogo. Os valores das obras partem de R$ 4.200,00 (55x55cm) e a mostra poderá ser vista até 01/11.

Galeria de Arte Gabriel Wickbold
R. Lourenço de Almeida, 167 – Vila Nova Conceição