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Thiem: favorito, de novo

Top 10 e embaixador da Rolex, o austríaco Dominic Thiem desembarca no Brasil para jogar o Rio Open em busca do seu segundo título no torneio.

por Artur Tavares 10 Fev 2019 16:27

A temporada anual de tênis desembaraca no Brasil nos próximos dias com o Rio Open, torneio que será disputado no Jockey Club da cidade entre os dias 18 e 27 de fevereiro. Competição mais importante do continente sul-americano, nesta edição ela tem como maior participante o austríaco Dominic Thiem. Aos 25 anos de idade e considerado hoje o segundo melhor jogador de saibro do mundo – atrás apenas de Novak Djokovic –, ele já venceu o torneio uma vez, em 2017, e chega no país como favorito. Embaixador da Rolex, e atual sétimo lugar no ranking mundial da ATP, Thiem conversou com Carbono Uomo sobre as vantagens e desvantagens de estar sob pressão, das suas expectativas para os torneios Grand Slam deste ano, e sobre sua parceria com a famosa marca de relógios.

 

Carbono Uomo – É sua quarta vez no Rio Open, e agora você chega por aqui melhor ranqueado na ATP dentre todos os competidores. É claro que isso vem junto com muita conversa sobre favoritismo. Como você se sente estando no centro das atenções?
Dominic Thiem –
Eu prefiro ser o favorito do que o azarão. Porque ser favorito significa que você já alcançou coisas extraordinárias antes. Então, o que as pessoas normalmente chamam de pressão é apenas um tipo de reconhecimento que você alcançou.

 

Carbono – Você já venceu o Rio Open uma vez. Jogar no Rio em fevereiro, um dos meses mais quentes do ano, quais os segredos para manter a alta performance durante toda a competição?
Thiem –
Trata-se de condicionamento físico e mental. Saber que você trabalhou duro o suficiente para ser o melhor atleta que puder. Eu sei que trabalhei mais duro do que a maioria dos outros jogadores desde que comecei minha carreira, então, é fácil.

 

Carbono – Quais são suas expectativas para o Rio Open deste ano? Você jogará contra tenistas como Fabio Fognini, que está em 13º no ranking da ATP, e Marco Cecchinato, que está em 18º. Eles serão os adversários mais difíceis, ou tem algum azarão para se observar, alguém que pode te surpreender na quadra?
Thiem –
Seria um erro terrível não jogar com a mente em cada partida. Nada é mais fácil do que perder para um cara no ranking 200 ou 300 entre os jogadores de todo mundo: você só precisa achar que ganhará dele sem dar o seu melhor.

 

Carbono – Buenos Aires e Córdona também recebem torneios da ATP aqui na América do Sul. Quais são as diferenças entre os torneios argentinos e o Rio Open?
Thiem –
Eu amo os torneios sul-americanos. Adoro o calor e a umidade, e ainda mais os fãs. Eles são entusiastas, conhecem muito sobre tênis. É um prazer jogar para essa audiência.

 

O jogador é especialista em piso de saibro e está sétimo no ranking da ATP

 

Carbono – Lui Carvalho, diretor do Rio Open, disse que você é o segundo melhor jogador de saibro do mundo atualmente. Pode nos contar sobre essa preferência, sua história com o saibro?
Thiem – 
Não me considero um especialista em saibro, mas cresci jogando nesse tipo de quadra, então acho que sempre será minha preferência. Gosto da maneira que a bola quica na quadra e das derrapadas. Sei instintivamente o que é necessário para ganhar um ponto no saibro, encontrar o equilíbrio perfeito entre a paciência e a agressividade. E também adoro o fato de que é crucial estar fisicamente preparado, porque as trocas de bola costumam ser mais longas.

 

Carbono – O próximo Grand Slam do ano será o Aberto da França, também disputado em saibro. Quais são suas expectativas para o torneiro desse ano? Você acredita que pode ser seu primeiro título de Grand Slam, devido à sua vantagem em quadra?
Thiem –  
Depois do ano passado, acho que haverá algumas expectativas, seja da mídia, dos fãs, ou a minha própria. Foi como eu te disse antes, vejo essas expectativas como provas de que já cheguei a um lugar extraordinário. Acho que posso alcançar meu maior objetivo, vencer um Grand Slam, seja em Melbourne, Paris ou Nova York, mas com certeza as minhas chances são maiores em Paris.

 

Carbono – A temporada da ATP começa muito cedo no ano, e muito longe, na Austrália. As viagens pelo mundo acontecem até as finais, em novembro. Como você mantém a rotina de viagens e as concilia com o trabalho de embaixador da Rolex?
Thiem –
Uma boa preparação é a chave. Todo ano, passo o mês de dezembro praticando na ilha de Tenerife, trabalhando cada aspecto do meu jogo: velocidade, resistência, técnica, tática. Ali, construo a base para toda a temporada. E, durante o ano, é importante tirar um tempo para recarregar as baterias. Tenho sorte em ter um técnico experiente como Günter Bresnik, que sabe quando é hora de jogar pesado, e a hora de relaxar.

 

Dominic Thiem é embaixador Rolex e usa Oyster
Perpetual Datejust 41.

 

Carbono – Você é bastante jovem, com 25 anos, e já divide a incrível honra de ser embaixador da marca junto a nomes como Roger Federer, Juan Martin Del Potro e Caroline Wozniacki. Daqui, soa como uma grande maneira de ser reconhecido como um dos melhores jogadores do mundo. É isso mesmo?
Thiem –
É uma honra incrível. Tênis é um esporte onde a tradição é muito forte. A Rolex está ligada aos maiores momentos da história do esporte, então estar ligado a ela é um privilégio do qual sou muito grato.

 

Carbono – O que você mais admira nos relógios Rolex, e quais são seus modelos favoritos?
Thiem –
Eu gosto do estilo único e da aura de exclusividade que a Rolex tem. Também tenho um profundo respeito pela maneira que a marca incentiva seus parceiros a alcançarem seus objetivos, algo que se reflete no tênis há tanto tempo. Pessoalmente, os modelos Daytona os favoritos, estou sempre usando um deles no pulso.

 

 

Artur Tavares

Sob o signo de câncer, nasceu de oito meses. Desde este infortúnio, mostrou-se impaciente. Soube aproveitar esta peculiaridade e transformá-la em curiosidade. Odeia rejeitar convites para restaurantes, está sempre com um livro e adora passar os finais de semana em meio à natureza, com suas companhias favoritas e o melhor da música eletrônica.

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